A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Assistência Social, promoveu uma roda de conversa sobre saúde da mulher na Associação Salmo 23, espaço comunitário que acolhe crianças e mulheres e desenvolve atividades voltadas à população. A iniciativa reuniu uma enfermeira e uma assistente social para levar informações sobre a prevenção do câncer de mama, incentivar o autocuidado e esclarecer dúvidas das participantes.
Para a orientadora do Serviço de Convivência de Mulheres, Ingrid Oliveira, a iniciativa facilita o acesso à informação, principalmente para quem vive em comunidades onde as orientações nem sempre chegam com facilidade. O serviço funciona há seis meses e promove encontros semanais às quartas-feiras.
“É maravilhoso falar sobre o Outubro Rosa e sobre a prevenção do câncer de mama. Estamos em uma comunidade muito carente, onde é difícil a informação chegar. Então, quando a Prefeitura promove esse movimento e traz profissionais para conversar com essas mulheres, é muito importante. Elas agradecem demais”, destaca Ingrid.
A assistente social Louisiane Moraes também ressaltou a importância do contato presencial para incentivar as mulheres a cuidarem da própria saúde. Segundo ela, apesar da disponibilidade de informações nas redes sociais, muitas pessoas acabam priorizando outros assuntos e deixam de prestar atenção às orientações sobre prevenção.
“Por mais que as redes sociais tenham essas informações, às vezes a gente acaba esquecendo de cuidar de nós. A importância de vir presencialmente é mostrar que elas podem procurar a unidade de saúde da família, buscar informações e procurar o hospital de referência. O contato presencial toca mais as pessoas, e elas se abrem mais”, explica Louisiane.
Para as mulheres que participaram da roda de conversa, iniciativas como essa ajudam a esclarecer dúvidas e incentivam a procura por atendimento médico. A moradora Marta Oliveira de Jesus, de 44 anos, destacou que o diálogo é importante tanto para orientar sobre a prevenção quanto para superar a vergonha que, em algumas situações, impede a busca por ajuda.
“É importante para ajudar na prevenção e orientar as pessoas a procurarem ajuda quando começarem a sentir alguma coisa ou mesmo antes, para fazer os exames preventivos. Muitas pessoas deixam de procurar atendimento por vergonha. Quando você conversa com outras pessoas e conhece alguém que já passou por isso, percebe que não precisa ter vergonha de buscar ajuda”, afirma Marta.
Além das ações voltadas à saúde, a Associação Salmo 23 desenvolve um trabalho comunitário desde 2019. A iniciativa surgiu a partir da mobilização de Jorcelina da Silva, que decidiu ajudar famílias em situação de vulnerabilidade social durante a pandemia de Covid-19.
“Eu desde pequena já nasci voluntária. Na pandemia, percebi que a comunidade era carente e que muitas pessoas não tinham condições nem de comprar pão, quanto mais uma máscara. Comecei a fazer as máscaras e doar. Depois, os amigos foram se juntando, e conseguimos doar alimentos, ovos e gás. Foi assim que nasceu a Associação Salmo 23”, conta Jorcelina.
Atualmente, o espaço atende moradores da comunidade e mantém atividades de convivência, oficinas e ações de apoio social. Entre as atividades oferecidas estão cursos de costura criativa, pedraria, pintura em tela e trabalhos em gesso. Aos sábados, também são realizadas aulas de violão destinadas a crianças e adolescentes.
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