A economia de Minas Gerais deve manter trajetória de crescimento nos próximos anos, mesmo em um cenário de desaceleração gradual da atividade no Brasil. É o que aponta um estudo do Departamento Econômico do Santander, que projeta expansão de 1,2% em 2026 e desaceleração para 0,8% em 2027.
O desempenho positivo do estado é sustentado principalmente pela resiliência do agronegócio e pela força do setor de serviços, enquanto a indústria segue com avanço mais moderado.
Agronegócio e serviços sustentam crescimento de Minas Gerais
De acordo com o levantamento, que consolida dados do PIB regional do IBGE até 2023 e projeções até 2027, o setor de serviços segue como principal motor da economia mineira, com destaque para o varejo e atividades terciárias.
No campo, a agropecuária deve registrar crescimento de 2,5% em 2026 e 1,8% em 2027, desempenho acima da média nacional, reforçando o papel estratégico do agro na economia estadual.
Já a indústria deve crescer 1,1% em 2026 e 0,8% em 2027, ainda impactada por condições de crédito mais restritivas e pelo ambiente de juros elevados.
Segundo o economista do Santander, Henrique Danyi, o cenário mostra uma economia regional resiliente, mesmo diante de um ambiente monetário contracionista. Ele destaca que o setor de serviços tem sido o principal vetor de sustentação da atividade.
Riscos climáticos seguem no radar do mercado
O estudo também alerta para riscos climáticos, que podem afetar diretamente o desempenho do agronegócio. A possibilidade de eventos como o El Niño nos próximos anos pode alterar padrões de chuva e temperatura, impactando a produtividade agrícola.
Apesar disso, o cenário base segue positivo, com crescimento disseminado entre as regiões do país, ainda que em ritmo mais moderado.
Mercados globais hoje: bolsas caem com pressão em tecnologia e incerteza sobre juros nos EUA
No cenário financeiro desta sexta-feira (26), os mercados globais operam em queda, refletindo o aumento da aversão ao risco e a forte correção em ações de tecnologia nos Estados Unidos.
Segundo dados do mercado internacional, os principais índices norte-americanos registram perdas, com destaque para o Nasdaq, pressionado por ações do setor de semicondutores e inteligência artificial. O movimento também impacta o S&P 500, que caminha para encerrar a semana em queda, enquanto o Dow Jones apresenta desempenho relativamente mais resiliente, mas também recua.
Na Europa, as bolsas também operam em território negativo, acompanhando o movimento global de correção, especialmente em papéis ligados à tecnologia e ao setor industrial.
Ibovespa acompanha exterior, mas segue sustentado por bancos e commodities
No Brasil, o Ibovespa acompanha o cenário externo de cautela, com volatilidade influenciada pelo desempenho das ações de tecnologia globais e pela oscilação das commodities.
Ainda assim, o índice encontra suporte em setores como bancos e exportadoras, que ajudam a limitar perdas mais fortes no pregão.
Em sessões recentes, o índice brasileiro tem mostrado alternância entre altas e quedas, refletindo tanto o ambiente internacional quanto expectativas sobre a política monetária doméstica.
Panorama: juros, inflação e tecnologia seguem no centro das decisões
O comportamento dos mercados segue sendo guiado por três fatores principais:
- Expectativas sobre juros nos Estados Unidos
- Resultados e valuation do setor de tecnologia
- Indicadores de inflação e crescimento global
Esse cenário mantém os investidores em modo de cautela, com maior busca por proteção e menor apetite por risco.
Perspectivas
Para Minas Gerais, o cenário projetado pelo Santander indica crescimento consistente, ainda que moderado, com destaque para o agronegócio como pilar estratégico da economia regional.
Já nos mercados globais, a tendência de curto prazo segue dependente do comportamento das big techs e das sinalizações dos bancos centrais, que continuam ditando o ritmo dos fluxos financeiros internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

























