Alimentos básicos continuam pressionando o bolso do consumidor
Os preços dos alimentos seguiram pressionando o orçamento das famílias brasileiras em fevereiro, especialmente nos itens essenciais. De acordo com o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, da Neogrid, produtos básicos registraram novas altas no período, mantendo o custo da alimentação em patamar elevado.
Entre os destaques, os ovos lideraram as altas, com avanço de 14,3% em relação a janeiro. Na sequência aparecem os legumes, com alta de 4,5%, e o feijão, que subiu 3,5%.
A carne bovina também registrou aumento, passando de R$ 40,42 para R$ 41,16 por quilo, o equivalente a uma elevação de 1,8%. Já os queijos apresentaram leve alta de 0,7%.
Quedas em alguns produtos ajudam a conter inflação, mas impacto é limitado
Apesar da pressão nos alimentos básicos, alguns itens apresentaram recuo de preços no período, contribuindo parcialmente para aliviar os gastos do consumidor.
As principais quedas foram registradas em:
- Detergente líquido (-7,2%);
- Óleo de soja (-4,5%);
- Leite em pó (-4,3%);
- Farinha de trigo (-4,2%);
- Cerveja (-4,1%).
Ainda assim, o alívio foi insuficiente para compensar o avanço dos principais itens da cesta básica.
Proteínas seguem como principal fator de pressão
Segundo análise da especialista em dados estratégicos da Neogrid, Anna Carolina Fercher, os alimentos básicos continuam sendo o principal vetor de aumento de custos dentro do lar.
De acordo com a executiva, mesmo com a desaceleração em alguns produtos, o avanço de itens como feijão e carne bovina reforça a pressão contínua sobre o orçamento das famílias.
Acumulado de 2026 mostra alta relevante nos alimentos
Considerando o acumulado entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, os dados mostram que a pressão sobre os preços permanece consistente.
Os principais destaques de alta no período foram:
- Legumes: +11%;
- Feijão: +6,3%;
- Ovos: +5,5%;
- Carne bovina: +5,4%.
Entre os itens de higiene pessoal, o xampu também registrou aumento, com alta de 4,1%.
Sudeste registra maiores altas em ovos e feijão
Na região Sudeste, os aumentos de preços foram ainda mais expressivos em algumas categorias. Os principais destaques foram:
- Ovos: +17,4%;
- Feijão: +6,3%;
- Legumes: +5,1%;
- Carne bovina: +1,6%;
- Sabonete: +1,5%.
Por outro lado, as quedas mais relevantes na região ocorreram em:
- Óleo de soja (-4,7%);
- Carne suína (-4,1%);
- Farinha de mandioca (-4,1%);
- Café em pó e grãos (-4%);
- Farinha de trigo (-4%).
Cenário mantém pressão sobre o consumo das famílias
O comportamento dos preços em fevereiro reforça que, mesmo diante de recuos pontuais, os alimentos básicos seguem como principais responsáveis pela pressão inflacionária no consumo doméstico.
Com isso, o custo da alimentação dentro de casa continua sendo um dos principais desafios para o orçamento das famílias brasileiras no início de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio























