Produção brasileira de cana-de-açúcar deve crescer 2% na safra 2026/27
O Brasil deve manter sua liderança global na produção de cana-de-açúcar e açúcar na safra 2026/27. De acordo com estimativas do adido agrícola do USDA em Brasília, a produção total de cana-de-açúcar está projetada em 675 milhões de toneladas.
O volume representa um crescimento de aproximadamente 2% em relação à safra 2025/26, estimada em 660 milhões de toneladas.
Centro-Sul lidera produção, enquanto Norte-Nordeste mantém participação
A região Centro-Sul segue como principal polo produtor do país, com expectativa de colher cerca de 620 milhões de toneladas. Já a região Norte-Nordeste deve responder por aproximadamente 55 milhões de toneladas na próxima temporada.
Essa distribuição reforça a concentração da produção brasileira no Centro-Sul, responsável pela maior parte da oferta nacional de cana.
Clima favorece recuperação dos canaviais e eleva produtividade
A melhora nas condições climáticas ao longo de 2025 foi determinante para o avanço da produção. As principais regiões produtoras do Centro-Sul registraram volumes de chuva dentro da normalidade, o que contribuiu para a recuperação dos canaviais afetados pela seca e pelas altas temperaturas em 2024.
Com isso, houve ganho expressivo de biomassa, refletindo em melhores indicadores de produtividade agrícola.
Para o início da safra 2026/27, especialmente nos primeiros três meses de colheita, a expectativa é de níveis ligeiramente superiores de toneladas de cana por hectare (TCH), além de maiores índices de Açúcares Recuperáveis Totais (TRS) em comparação com a safra anterior.
Mix de produção deve favorecer o etanol em 2026/27
Diferentemente das últimas safras, a destinação da cana deve priorizar a produção de etanol. A projeção indica um mix de 52% voltado ao biocombustível e 48% para a produção de açúcar.
Na safra 2025/26, a divisão foi mais equilibrada, com 50,5% para etanol e 49,5% para açúcar.
Demanda interna e preços impulsionam o etanol
A maior participação do etanol no mix produtivo é sustentada, principalmente, pela forte demanda doméstica. A elevação da mistura de etanol anidro na gasolina — que passou de 27% (E27) para 30% (E30) em agosto de 2025 — tem ampliado o consumo no mercado interno.
Além disso, o etanol hidratado vem oferecendo melhores preços e maior rentabilidade aos produtores em comparação ao açúcar. A recente queda nas cotações internacionais do açúcar também reforça essa tendência de direcionamento da produção.
Clima no início da safra será decisivo para o desempenho
As condições climáticas nos meses de abril e maio de 2026 serão determinantes para o ritmo e a qualidade da colheita no segundo semestre da safra 2026/27.
Apesar disso, a expectativa é de que os níveis de produtividade agrícola e industrial permaneçam próximos aos registrados na safra 2025/26, consolidando um cenário de estabilidade com leve crescimento na produção nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio



























