Biosseguridade: o pilar da piscicultura
A produtividade na piscicultura depende não apenas de genética avançada e nutrição de qualidade, mas também da biosseguridade. A desinfecção estratégica é a primeira linha de defesa contra patógenos que podem comprometer lotes inteiros e impactar a rentabilidade do produtor.
A médica-veterinária Talita Morgenstern, coordenadora técnica da unidade de Aquicultura da MSD Saúde Animal, destaca que em ambientes aquáticos, as doenças se espalham rapidamente. Sem protocolos de limpeza e desinfecção para tanques, redes e equipamentos, o risco de surtos aumenta de forma significativa.
Importância do ambiente limpo para o desempenho dos peixes
Segundo Talita, a sujeira acumulada nos tanques prejudica a qualidade da água, afetando parâmetros essenciais como pH, oxigênio dissolvido e presença de substâncias tóxicas. Por outro lado, um ambiente controlado e desinfetado garante que os peixes expressem seu potencial genético máximo.
Entre as práticas essenciais para um manejo sanitário eficiente estão:
- Vazio sanitário: limpeza profunda entre ciclos de produção
- Controle de acessos: monitoramento rigoroso de entradas e saídas
- Análise de dados e vigilância sanitária: intervenção precoce em problemas
- Desinfecção de equipamentos: eliminação de biofilmes sem prejudicar animais ou ecossistema
“A desinfecção não é apenas sobre limpeza, mas prevenção. Ela protege o bem-estar animal e a saúde financeira da operação”, reforça Talita.
Escolha de produtos específicos para aquicultura
O uso de desinfetantes direcionados para a piscicultura é fundamental para garantir eficácia. Desde 2022, o Omnicide Aqua, da MSD Saúde Animal, está disponível e comprovado contra os principais patógenos do setor.
Ele pode ser aplicado em:
- Tanques-rede e geomembranas
- Comedouros e bolsões
- Mesas de vacinação e classificação
- Veículos e embarcações
- Utensílios diversos e barreiras sanitárias (pedilúvios e arcos)
Etapas essenciais da desinfecção
Talita Morgenstern explica que a higienização envolve procedimentos rigorosos:
- Lavagem para remover sujeira grossa
- Remoção da matéria orgânica
- Aplicação do desinfetante, respeitando diluição e tempo de contato da bula
- Retirada completa do produto
- Armazenamento adequado de utensílios que não forem usados imediatamente
Seguindo esses passos, a desinfecção se torna uma medida preventiva eficiente, assegurando saúde dos peixes, qualidade da produção e segurança alimentar para o consumidor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


























