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Justiça torna vereador réu por homicídio de agente penitenciário em MT

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G1 MT 
ARAGUAIA NOTÍCIA

O juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, tornou o vereador Marcos Paccola (Republicanos) réu por homicídio qualificado pela morte do agente penitenciário Alexandre Myiagawa. O crime aconteceu no dia 1º de julho em uma loja de conveniência de Cuiabá.

O magistrado atendeu também o pedido do Ministério Público e suspendeu o porte de arma do parlamentar, “considerando a necessidade e a eficiência para a garantia da ordem pública”, diz o despacho. A Polícia Federal deve ser oficializada sobre a determinação.

A defesa de Paccola deve ser apresentada em dez dias. Ao g1, representantes do advogado informaram que não se manifestariam.

Nesta terça-feira (2), a Câmara de Cuiabá aprovou o parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), e arquivou o pedido de afastamento do parlamentar. Segundo o Casa, a decisão foi técnica, uma vez que não existe previsão legal no regimento interno para tal situação.

Porém, esté em tramitação na Comissão de Ética e Decoro processo que pode cassar o vereador.[Pedido de cassação do vereador Marcos Paccola foi apresentado ao presidente da Câmara de Cuiabá — Foto: Secom Câmara de Cuiabá]Pedido de cassação do vereador Marcos Paccola foi apresentado ao presidente da Câmara de Cuiabá — Foto: Secom Câmara de Cuiabá

Crime

O assassinato aconteceu no dia 1º de julho e foi flagrado por câmeras de segurança. A vítima, depois de descer do carro da namorada, caminha até a mesa onde ela está e, em determinado momento, as pessoas ao redor se afastam.

O casal sai da mesa e caminha em direção ao veículo. Neste momento, cerca de três minutos após a chegada de Myiagawa ao local, ele é atingido pelos tiros disparados por Paccola, pelas costas.

Segundo o Ministério Público, a vítima não teve chance de defesa. Na época, Paccola informou que Myiagawa estava armado e havia ameaçado a namorada. Porém, a promotoria entendeu que “em nenhum momento a vítima agrediu ou ofendeu quem quer que lá estivesse e não apontou sua arma de fogo na direção de ninguém”.

A vítima foi atingida por três disparos. A perícia apontou que dois deles causaram ferimentos graves e lesionaram pulmão, diafragma e fígado, levando à grande perda de sangue. A causa da morte foi hemorragia, após trauma torácico por projéteis de arma de fogo.

Fonte: Araguaia Noticia

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