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Aluno de 13 anos dá tapa na cara de professor durante jogos escolares no Araguaia

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Thalita Queiroz / Repórter MT 
ARAGUAIA NOTÍCIA 

Um adolescente de 13 anos, identidade preservada, deu um tapa na cara de um professor na Escola Estadual Prof. Maria Esther Peres, localizada em Vila Rica (1.259 km de Cuiabá). A agressão teria acontecido durante uma atividade de jogos escolares.

O professor, que estava responsável por fiscalizar os estudantes durante os jogos escolares, conta que, ao passar pela arquibancada onde o adolescente estava, foi agredido sem nenhum motivo aparente, segundo ele.

O menor saiu correndo para a quadra de esportes depois de desferir o tapa no professor e só foi parado mais a frente, por vários outros professores. Segundo boletim da Polícia Civil, esta não seria a primeira vez que o aluno tem comportamentos agressivos. Os atos de desrespeito vindos dele já seriam recorrentes.

A vítima e o adolescente foram conduzidos à delegacia e o menor foi intimado a retornar na presença dos responsáveis. O conselho tutelar também foi acionado.

A Escola Estadual Prof. Maria Esther Peres enviou uma nota de esclarecimento e relata que tomou todas as medidas necessárias com relação ao caso.

Confira a nota:

A escola Maria Esther Peres é uma instituição acolhedora e não faz seleção de estudantes, diante desse pressuposto temos uma clientela diversa, atendemos a sociedade em geral, desde estudantes regulares no Ensino Fundamental e Médio, EJA, Educação do Campo, e dentre estes há adolescentes infratores, sem falar do Ensino Prisional. Inclusive, pela legislação vigente temos que receber alunos, os quais por ventura tenham recebido a transferência escolar compulsória devido o número de infrações acumulativas em outras instituições que não seguem o mesmo regime que o nosso.

“Recebemos todos os estudantes sem distinção”

Hoje atendemos 1350 estudantes, e ao analisar o perfil deles podemos ver os desafios de uma sociedade em crise, em que a educação pública fica à mercê do descaso por parte do poder público e por uma parcela considerável da sociedade que insistem em atacá-la. A equipe gestora e a equipe pedagógica não medem esforços para mitigar ações como essas, mas, infelizmente, tais situações ocorrem em todos os espaços escolares. Ressalta-se que sempre são tomadas as devidas providências em consonância com o Regimento Interno Escolar, em conjunto com Gestão e CDCE (Conselho Deliberativo da Comunidade Escolar). Não podemos simplesmente expulsar o estudante de maneira deliberada, todos os procedimentos em nossa escola seguem base legal.

Lamentamos o ocorrido, e que fique bem claro que fatos isolados como o ocorrido recentemente não representam o trabalho e o comprometimento dessa instituição de ensino frente à comunidade de Vila Rica.

Nesta semana, tivemos o início da etapa dos Jogos Escolares Interclasses, ação que poderia haver divulgação. 
A escola desenvolve vários projetos dentre eles, o Encontro Científico, Simulado e preparação para avaliações externas, Festival de Teatro e Cultura com a família na escola (FESTMEP), Projeto de Jogos Escolares e Estudantis, Projeto Resgatando Valores, Projeto Saúde na Escola, além de projetos específicos por disciplina ao longo do ano.

Onde será que está o foco? Precisamos é de uma sociedade que lute em prol de uma educação inclusiva, em vez de atacar os que estão todos os dias na linha de frente da educação pública, sendo desvalorizados e descredibilizados por setores públicos e parte da sociedade.

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