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Vale a pena comprar celular intermediário premium? Só nestes casos

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Saiba como comparar intermediários premium com celulares topo de linha
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Saiba como comparar intermediários premium com celulares topo de linha

Não é novidade para mais ninguém que celulares topos de linha estão cada vez mais caros, mas é possível encontrar uma luz no fim do túnel. Redução de preços a caminho? Ainda não. Estamos falando de uma categoria que promete de suprir as necessidades do público exigente que está com a grana curta. Trata-se do nicho intermediário premium, que tenta combinar recursos avançados com preços mais generosos, de R$ 2 mil a 4 mil. Mas quando vale a pena partir para um desses?

Diferente dos grupos que estão no extremo — de entrada e topo de linha —, projetos de aparelhos intermediários exigem um pouco mais de cuidado por parte das fabricantes, que devem encontrar um meio-termo para favorecer o custo-benefício.

Em razão disso, é comum ver smartphones que entregam tecnologias de ponta, mas nem todas existentes. Isso acontece porque, em tese, intermediário não deve concorrer com topo de linha.

Celular intermediário premium vs topo de linha

Um celular topo de linha (também conhecido como flagship, high-end ou premium) deve oferecer recursos avançados e um design bem-acabado. Portanto, a estratégia de cortes evidentemente não funciona nessa categoria, já que o público-alvo aqui é exigente.

Entretanto, é a desvalorização e o poder de fogo que vão separar ainda mais as posições. Isso acontece porque um produto de gama média desvaloriza mais rápido que um flagship. No hardware, a grande questão é que, mesmo “antigo”, um produto high-end com dois ou três anos de uso ainda deve entregar um processamento superior quando comparado a um intermediário. Ou equivalente, dependendo do modelo.

A política de atualizações é outro fator de separação. É raro encontrar flagships que não tenham ao menos três anos de updates garantidos. Atualmente, apenas a Motorola oferece menos que isso, mas a Samsung trabalha com quatro anos de Android e a Apple com cerca de seis anos, com o iOS. Por sua vez, um intermediário pode ficar desatualizado em apenas um ou dois anos.

Diante disso, vale se perguntar: por quanto tempo penso em manter meu smartphone? Se a resposta for três anos ou mais, buscar um topo de linha pode fazer mais sentido.

Celulares intermediários premium estão em alta no Brasil

Dados mais recentes, divulgados pela consultoria IDC Brasil, mostram que, em 2020, 88% dos brasileiros compraram smartphones da faixa de preço entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. Ao mesmo tempo, 83% procuravam modelos de preço entre R$ 1.100 e R$ 1.999. Para a IDC, esses números revelam que, apesar da crise e do menor poder aquisitivo das famílias, o brasileiro está disposto a desembolsar um pouco mais para ter um celular melhor e com mais recursos.

Reinaldo Sakis é gerente de pesquisa da IDC Brasil. Em entrevista ao Tecnoblog, ele conta que a categoria intermediário premium passou a atender às demandas dos brasileiros. Isso porque todas as características que os usuários julgam relevantes podem ser encontradas nessa divisão. Embora esteja ganhando cada vez mais espaço e apelo, o especialista ressalta que, em termos de volume, essa ainda não é a principal categoria no país.

“Nós ainda temos um volume maior de vendas em aparelhos abaixo de R$ 1.200, mas o foco do mercado, dos fabricantes, vai estar na casa dos R$ 2 mil. A questão é que o produto intermediário premium tem a preferência de venda das marcas, porque é onde elas conseguem colocar uma câmera boa, uma tela de qualidade e ofertar um negócio que chama a atenção do usuário”, explica Sakis.

Categoria é a galinha dos ovos de ouro das empresas

Pioneira no segmento, a Xiaomi, representada no Brasil pela DL Eletrônicos, é uma das empresas que mais aposta na categoria. Ao Tecnoblog, Luciano Barbosa, chefe da operação da Xiaomi no país, revela que, fazendo um recorte na área de smartphones, os aparelhos intermediários premium representam cerca de 80% do negócio hoje no Brasil. O carro-chefe é a linha Redmi Note, a mais famosa da chinesa e que já ultrapassou a marca de 200 milhões em vendas globalmente.

Se analisarmos o Redmi Note 11 Pro 5G, as especificações e o preço já explicam o sucesso da divisão. Essa variante oferece painel AMOLED com taxa de atualização de 120 Hz, câmera de 108 megapixels e bateria de 5.000 mAh com carregador de 67 watts. Note que estamos falando de uma ficha técnica avançada, geralmente encontrada em topos de linha. Na versão mais cara, com 8 GB de RAM + 128 GB de espaço interno, ele sai por US$ 379 (cerca de R$ 2 mil, em conversão direta).

“Nós fizemos um trabalho diferente [no mercado de smartphones]. Enquanto outras empresas focavam em produtos de entrada e divulgavam o flagship para causar interesse, a Xiaomi optou por focar no meio. Então, hoje, esse pilar representa cerca de 80% do nosso negócio no Brasil”, comemora Luciano Barbosa.

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Aproveitando o sucesso da sua família Moto G, a estadunidense Motorola reviu a linha e acenou para o público mais exigente. Deu certo. Antes conhecida por aparelhos acessíveis, atualmente a empresa conta com poucos Moto Gs de entrada em seu portfólio; a maioria agora pode ser encontrada na família Moto E, cuja faixa de preço fica entre R$ 700 e R$ 1.300.

Com a nova estratégia, no primeiro trimestre de 2021, a fabricante registrou um crescimento de quase 30% em market share no Brasil, avanço de 35% em relação ao mesmo período de 2020, se consolidando em segundo lugar em vendas, atrás apenas da Samsung, outra gigante em intermediários premium. Naquele momento, a empresa havia lançado o Moto G10, G20, G30 e modelos avançados, como G60 e G100.

No auge de uma crise econômica agravada pela pandemia, em dezembro de 2020, a chinesa Realme teve a coragem de explorar o mercado brasileiro. Logo nos primeiros passos, a companhia abasteceu as lojas com dois smartphones de gama média: Realme 7 e 7 Pro. Até o fechamento desta reportagem, a marca conta com 9 aparelhos disponíveis no Brasil. Desse total, 6 são da categoria intermediário premium, sendo o Realme 8 5G, o mais vendido no país, revela ao Tecnoblog Marcelo Sato, gerente de vendas da Realme no Brasil.

“É uma categoria que já vendeu 40 milhões de telefones desde o seu início”, celebra Sato. “Ela é muito importante para a Realme por conta do 5G. Nós acreditamos que é essa faixa que vai massificar a quinta geração das redes móveis. Muitas pessoas hoje já estão buscando celulares com a tecnologia. Essa procura era menor em 2021, mas a gente sentiu um interesse maior do público depois do leilão”, completa.

Quando um celular intermediário premium vale a pena?

Quando se trata de celular, o brasileiro está mais maduro e exigente. Mas ainda existe um gargalo nessa relação: o preço. Modelos completos e de última geração em 2022 podem chegar perto ou passar dos R$ 15 mil. Em vista disso, os aparelhos de gama média acabam chamando a atenção pelo ótimo custo-benefício.

Sendo assim, pode-se concluir que ainda vale a pena comprar um celular intermediário premium? Para este jornalista que vos escreve, que acompanha o setor de perto e tem acesso aos principais produtos da categoria, isso é muito subjetivo.

Como dito no início desta reportagem, os smartphones nesse pilar se sobressaem por conceder recursos avançados, com cortes pontuais, a fim de promover o custo para o consumidor. São atrativos fortes que outras faixas dificilmente conseguem oferecer. Apesar do entusiasmo, é importante reconhecer que nem sempre eles vão valer a pena.

Eu vejo que o sinal verde pode ser concedido àqueles modelos do ano vigente, que ainda conseguem ofertar tecnologias avançadas. Quando falamos de aparelhos de dois ou três anos atrás, em alguns casos, um high-end de geração passada acaba sendo um bom negócio.

Além da desvalorização no varejo, você deve se beneficiar de uma tela melhor, do conjunto fotográfico mais consistente e, sobretudo, de um desempenho superior, que o intermediário não pode entregar.

Podemos usar como exemplo o iPhone 11 e o Moto G100: embora tenham propostas diferentes e preços semelhantes, o conjunto da obra faz o aparelho da Apple se sobressair. O dispositivo de 2019 sai em vantagem pelo processador topo de linha, pela política de atualizações e pelo acabamento sofisticado.

Em outra situação, podemos analisar o Xiaomi 11 Lite 5G NE (2021) e o Galaxy S20 FE (2020). O high-end da Samsung, ainda que seja de dois anos atrás, consegue ser superior em quase todos os quesitos quando comparado ao modelo da Xiaomi.

É claro que tudo vai depender do momento e dos lançamentos disponíveis na hora da compra. Intermediário premium ainda pode valer muito a pena, mas a pesquisa se torna essencial antes de clicar no botão de comprar.

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