NOVA XAVANTINA

Em Nova Xavantina profissionais da educação realizam caminhada em protesto contra o corte no orçamento da educação

COMPARTILHE

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on linkedin
Share on whatsapp


Este dia 15 de maio foi marcado por uma série de manifestações em todas as regiões do país em protesto contra o corte no orçamento das universidades federais e, também, contrárias à Reforma da Previdência. Em Nova Xavantina, professores, técnicos, acadêmicos e simpatizantes foram para às ruas para manifestar sua oposição às medidas do governo em relação a educação.

 A caminhada teve início na Praça Audimar Hemming, onde ocorreu a concentração, e percorreu parte das avenidas Mato Grosso e Rio Grande do Sul, no centro comercial da cidade. Durante a caminhada manifestantes puderam fazer o uso da palavra esclarecendo a população os motivos da Paralisação Nacional da Educação, inclusive ensaiando o grito de “Tira a mão da Educação!!”, que foi repetido pelos manifestantes num coro uníssono e digno de quem está disposto a lutar pelos direitos de todos terem acesso a uma educação pública, gratuita e de qualidade.

O movimento , articulado pelas subseções sindicais da ADUNEMAT – Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso,  do SINTESMAT – Sindicato dos Trabalhadores da Educação Superior do Estado e do SINTEP – Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso, é contrário ao bloqueio de recursos de cerca de 30% do orçamento de despesas para custeio das universidades e institutos federais anunciado pelo Ministério da Educação – MEC, sob comando do ministro Abraham Weintraub. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação –  CNTE, greves e atos ocorreram em todos os estados do Brasil.

Para a presidente da subseção sindical da Adunemat em Nova Xavantina, a professora Ariane Ghelfi, “os cortes na educação podem afetar toda a população, pois vai inviabilizar a realização de pesquisas que são tão importantes para a sociedade, como vacinas e tantos outros avanços tecnológicos e medicinais, além de impossibilitar o acesso do jovem e do cidadão trabalhador ao ensino superior”. A professora reforça que o movimento de hoje faz parte de uma agenda de mobilizações que irão acontecer em defesa da educação e da ampliação dos investimentos para o setor.

Outro assunto da pauta de reinvindicações é a Reforma da Previdência que para o professor da Unemat André Milhomem,  “também prejudica o trabalhador brasileiro e que precisa ser debatida com toda a sociedade, não podendo ser efetivada apenas com base em estudos encomendados pelo governo”. Para as várias categorias organizadas em sindicatos e associações as contas apresentadas não são verdadeiras e que a suposta crise ou déficit da Previdência seria uma inverdade espalhada pelo governo para enganar a população.

Durante o dia inúmeros atos de protesto foram noticiados em todo o Brasil. Essas manifestações dividiram os holofotes da mídia com o Presidente Jair Bolsonaro que, ao desembarcar nos Estados Unidos, numa viagem com agenda desastrosa e sem propósito, classificou os manifestantes de” idiotas úteis” e “massa de manobra”.  O movimento sindical sinaliza que vai continuar mobilizando as categorias para que possam pressionar a classe política a votar contra o governo nas medidas que forem prejudiciais e que ameacem os avanços nas áreas prioritárias para o cidadão, como saúde e educação.

Comente abaixo:

COMPARTILHE

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on linkedin
Share on whatsapp

FAMOSOS

Últimas Notícias