NOVA XAVANTINA

Água Boa sedia Audiência Pública para manutenção do traçado original da FICO

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A Assembleia Legislativa realizou nesta quarta-feira (22/11) audiência pública no Polo UAB de Água Boa para discutir a manutenção do traçado da Ferrovia Integração Centro-Oeste (Fico). Como palestrante convidado, esteve presente o economista Luiz Antônio Pagot, ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

O projeto original prevê a passagem da Ferrovia por Cocalinho e Água Boa, saindo de Campinorte, Goiás. Porém, a região está mobilizada, uma vez que lideranças de Querência também querem a ferrovia, por causa da imensa produção de grãos.

O ex-diretor do Dnit, Luiz Antonio Pagot afirmou esta manhã que um traçado alternativo para a Ferrovia de Integração Centro oeste prevê deslocar as obras de Campinorte até São Miguel do Araguaia, Goiás, atravessando o rio Araguaia em Ribeirão Cascalheira e chegando até Querência. Somente depois, o traçado alternativo prevê alcançar o plano original na altura do Rio Xingu.

Pagot informou ainda que a fico faz parte de um projeto maior, a ferrovia bioceânica, que ligará o Oceano Atlântico ao Pacífico, partindo do Rio de Janeiro até a costa do Peru. Ele ressaltou também que atualmente, 1.000km de ferrovias custam 30 dólares a tonelada, enquanto que o transporte por rodovia demanda mais de 60 dólares o mesmo trajeto.

Segundo o prefeito de Nova Xavantina, João Batista Vaz – Cebola a Fico vai proporcionar um alívio significativo para o escoamento dos grãos do Vale do Araguaia, permitindo a redução de custos do frete em aproximadamente 25%.

A Audiência Pública desta manhã na UAB local tem força de lei em suas decisões. Por esse motivo, até um abaixo assinado circulou entre os presentes ao evento, como forma de pressionar o governo federal a manter o traçado original da FICO, conforme projeto já em andamento.

Prefeitos, vereadores e lideranças do agronegócio de Canarana, Nova Xavantina, Nova Nazaré, Cocalinho, Campinápolis, Querência, Gaúcha do Norte, Ribeirão Cascalheira, Bom Jesus do Araguaia, distrito de Santiago do Norte e até de Nova Ubiratã acompanharam o encontro de hoje.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, Imea, estima que até 2.025, o Araguaia produzirá 32% da soja e do milho de Mato Grosso. Significará um salto de 20 para 29 milhões de toneladas de grãos produzidos no eixo estruturante da FICO.

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