NOVA XAVANTINA

Audiência toca na ferida do judiciário; População cobra mais segurança

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A Audiência Pública sobre Segurança realizada na tarde desta quarta feira, 23, no plenário da Câmara Municipal de Nova Xavantina, pela Prefeitura Municipal, Conselho Municipal de Segurança e Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) local; pôs à nú os principais problemas que tem afetado a segurança das famílias, dos comerciantes e da população em geral do município.

Bem sucedida em todos os sentidos, o acerto de sua realização começou pela imensa presença do público, formado em grande parte por empresários e comerciantes já assaltados -dois deles mais de quinze vezes-, que já passaram situações de constrangimento ante a ação dos meliantes.

A presença do representante da Secretaria de Estado de Segurança Pública, Comandante Walfrido Franklin do Nascimento, Diretor das Delegacias de Polícia Civil do Interior do Estado de Mato Grosso; do Comandante da Regional da PM de ÁGua Boa, Coronel Márcio Tadeu Firme; do delegado de polícia civil regional de Água Boa, Dr. Welber Batista Franco; dos promotores de justiça da Comarca de NX, Drª Maria Cielle Pessoa de Lima e Dr. Welington Petrolini Molitor, e dos comandantes da polícia civil militar de Nova Xavantina, respectivamente, Dr. Sidartha Almeida Vidigal e Tenente Coronel José Carlos Rodrigues de Souza; mais o prefeito João Batista Vaz da Silva, vice prefeito Ney Welinton, vereadores, Padre Natalino, e demais autoridades civis e eclesiásticas; deram o suporte legal necessário, para que os problemas fossem levantados, discutidos e as soluções encaminadas.

                                                   REUNIÃO DE TRABALHO

Definida anteriormente pelo prefeito João Cebola como uma reunião de trabalho, a Audiência começou sem a fala inicial das autoridades e já com o microfone sendo facultado ao público, logo após a formação da Mesa oficial. Empresários e comerciantes, servidores públicos, jornalistas, donas de casa e chefes de família, promotores de justiça, todos se manifestaram, levantando assuntos e problemas que são considerados o cerne da questão do aumento da criminalidade em Nova Xavantina, indices aos quais a população não está acostumada.

Depoimentos pessoais de empresários que já passaram por situações vexatórias em seus comércios; ideológicos, de pioneiros contemporâneos da cidade, que evocaram a situação desmoralizante que vive o congresso nacional especialmente o Senado; de agentes policiais civis falando do dia a dia de turnos e do trabalho da polícia; e de moradores indignados com a situação, pontearam a Audiencia, e produziram um mosaico no qual se refletiu os principais temas que enfrenta as nossas polícias civil e militar de NX para enfrentar o criminalidade.

                                                 PRENDE E SOLTA

Dentre as questões mais debatidas, a questão do "prende e solta"  de bandidos permeou todos os pronunciamentos, inclusive do prefeito João Cebola, que voltou a insistir na tese de que, com uma instrução do inquérito bem feita, com provas robustas da culpabilidade do réu, não tem como a Justiça soltar nenhum detento. O prefeito pediu o empenho da polícia civil, encarregada desta fase dos processos, a agir com rapidez e eficiência na produção das provas.

Em sua fala, o Comandante Walfrido, superior hierárquico de todos os delegados de polícia civil do Estado, disse que se depender dele, ou da Secretaria de Segurança Pública do Estado, este hiato não mais existirá, e que ele vai trabalhar junto às delegacias para que o processo seja acelerado de modo a não haver mais solturas indevidas.

Na Audiência foi lembrado que Nova Xavantina não mais possui a Polícia Técnica, a chamada Perícia, função que durante muitos anos foi desempenhada pela então Perita da Polícia Civil de NX, Profª Heloísa Ramos -presente no encontro-, o que ajudava de sobremaneira a produção das provas, pois a polícia técnica chegava ao local do crime segundos após o acontecido, pegando a cena ainda intacta, com todas as provas disponíveis, o que não mais acontece, pois a Perícia vem de Água Boa, e as vezes demora até 24 horas ou mais para atender ao chamado, por atender a muitos outros municípios. 

                                            PENITENCIÁRIA  DE ÁGUA BOA

Outra questão muitíssima debatida, e que teve ao final um encaminhamento satisfatório, foi a questão da unidade prisional de segurança máxima instalada no município vizinho de Água Boa, hoje com cerca de seiscentos detentos, todos de alta periculosidade, vindos de todo o Estado e até de outros Estados.

Levantada a questão por um um dos agentes prisionais da unidade, que reiterou o que o site IN havia antecipado neste espaço, sobre a situação dos presos que adquirem a alvará de soltura e saem sem nenhum acompanhamento por parte do Estado, e, sem dinheiro e tendo que voltar às suas cidades de origem, assaltam, roubam e cometem crimes em cidades vizinhas à Água Boa, para poderem seguir viagem.

Foi assim no assalto acontecido há menos de um mês por exemplo, na agencia local do SETAE -Serviço de Tratamento de Água e Esgoto, em plena tarde de um dia normal de expediente, quando dois elementos de alta periculosidade assaltaram, fizeram reféns, trocaram tiros com a polícia e foram detidos em flagrante. Ambos haviam saído há três dias do Presídio Major Zuzi, de Água Boa. 

Falando a respeito, o Promotor de Justiça de Nova Xavantina, Dr. Welington Petrolini, disse que é dever do Estado promover esse serviço ao preso. "Tem que dar a passagem para ele de volta, e dinheiro para alimentação na estrada, até chegar a sua cidade de origem" assegurou o Promotor.

Falando ao portal de notícias IN, o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Água Boa, Garcias Abreu, disse que "não tem sentido o preso chegar ao presídio com todo o aparato de segurança, viaturas, policiais fortemente armados, etc, e depois, na soltura, deixá-lo na cidade, largado, ao Deus Dará, na beira da BR sem ter o que fazer. Ele é de alta periculosidade e vai cometer crime de novo" disse ele.

Neste sentido, o entendimento geral é de que, se o Estado trouxe esse detento de outras cidades, como todo o aparato de segurança, não se explica nem se justifica largá-lo na cidade ou região em que ele cumpriu a pena, sem nenhum tipo de assistência.

Após a Audiência, o prefeito João Cebola manteve outra reunião de trabalho com as autoridades, para encaminhar as soluções encontradas.

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